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Dieta Crudívora

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Você sabe o que é dieta crudívora? Conheça seus prós e contras

Também conhecida como alimentação viva, o crudivorismo exclui alimentos industrializados e cozidos acima de 42°C


Sementes, castanhas, algas, frutas e verduras cruas. Essa é a base da alimentação de quem segue a dieta crudívora. Além de eliminar produtos industrializados do cardápio, os adeptos consomem todos os alimentos crus ou parcialmente cozidos - nada pode ser feito acima de 42° C. O objetivo é mantê-los com suas propriedades e enzimas ativas, facilitando a digestão e garantindo mais energia ao corpo.

Os alimentos de origem animal também não fazem parte do dia a dia dos crudívoros que, na hora das compras, dão preferência aos produtos orgânicos. Para Myrna Campagnoli, especialista em endocrinologia que integra o corpo clínico do Laboratório Alvaro, a restrição alimentar deve ser acompanhada de um nutricionista para evitar a carência de nutrientes importantes para a saúde.

“É possível manter esta dieta sem prejuízos para a saúde. Ela tem seus benefícios, já que inclui uma grande variedade de verduras, frutas e leguminosas que possuem fibras e vitaminas fundamentais para o organismo. Entretanto, é preciso tomar cuidado para que o consumo de carboidratos e proteínas não fique defasado”, salienta a médica.

Embora as frutas sejam boas fontes de frutose, que é usada como fonte de energia para o corpo, pessoas com um ritmo de atividades físicas mais intensas podem sofrer com a carência energética. Por isso é importante adicionar porções de carboidrato na dieta, que podem ser pães e massas feitos a partir de grãos integrais.

Assim como os vegetarianos e veganos, os crudívoros devem aumentar o consumo de grãos, como feijão, grão de bico e lentilha, para a obtenção das proteínas, mas estes não devem ser consumidos crus ou sem antes passar pela germinação. “Além dos grãos, alguns outros alimentos in natura são boas fontes proteicas. Gergelim, semente de girassol, quinoa, nozes e spirulina são alguns exemplos”, lembra a endocrinologista.

A germinação é uma prática comum entre os adeptos. Trata-se de deixar os grãos e sementes de molho por cerca de oito horas. Após o período, a água é eliminada, e os grãos deixados ao ar livre por mais oito horas antes do consumo.

Acredita-se que este processo ajuda a eliminar fitatos, ou fatores antinutricionais, que atrapalham a digestão dos bons nutrientes. Segundo a Dra. Myrna, a prática realmente pode trazer benefícios. “Até mesmo aqueles que não seguem a dieta podem deixar os feijões de molho algumas horas antes de cozinhar, pois ajuda a eliminar substâncias que dificultam a digestão dos nutrientes”.

Embora a germinação permita que alguns alimentos sejam consumidos sem a necessidade de cozimento, é importante lembrar que nem todos podem ser servidos passando por esse processo. Cogumelos, batatas, ervilhas, inhame e mandioca estão entre aqueles que precisam ser cozidos para o consumo, para evitar intoxicação.

A especialista ainda alerta para a limitação da alimentação fora de casa. “A pessoa que decide adotar essa rotina alimentar precisa lembrar que terá algumas restrições para sair e comer em outros lugares, já que a maioria deles utiliza produtos industrializados e cozidos. Por isso, é preciso se programar e sempre carregar pequenos lanches para evitar o jejum prolongado”, reforça.