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Doença do Beijo pode atrapalhar foliões

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Transmitida principalmente através da saliva, a mononucleose é uma virose comum entre adolescentes e jovens adultos.

Cascavel, 11 de fevereiro de 2015 - Para a maioria das pessoas, o Carnaval é o feriado para cair na folia e namorar. Mas é preciso cuidado: o beijo pode transmitir uma doença chamada mononucleose infecciosa, popularmente conhecida como Doença do Beijo, que pode levar à meningite, anemia hemolítica e outras enfermidades.

Causada pelo vírus Epstein-Barr, a mononucleose é altamente contagiosa e pode ser transmitida pela saliva, além de por transfusão de sangue e contato sexual. Atinge qualquer faixa etária, mas é mais comum entre adolescentes e jovens adultos. De acordo com Jaime Rocha, infectologista do Laboratório Alvaro, alguns cuidados pessoais podem evitar a contaminação. “Os principais fatores para a proliferação da mononucleose são as más condições de higiene pessoal e a grande concentração de pessoas em um pequeno espaço, que propicia aglomeração e facilita a dispersão do vírus”, explica.

A doença causa febre, dor de garganta, mal estar, fadiga, aumento de gânglios (com dores), de fígado e baço. Os sintomas duram, em média, três semanas, e cerca de 10% dos casos apresentam erupção cutânea, deixando a pele avermelhada e com aspecto de lixa. Os pacientes devem procurar o serviço médico, que fará o correto diagnóstico da doença, que não deve ser tratada com antibióticos. “A mononucleose é uma virose e esses remédios não têm indicação no tratamento. Só estão indicados quando a doença se complica em algum processo bacteriano”, alerta o médico.

Outros fatores que facilitam a proliferação da doença é que o período de incubação do vírus poder chegar a até 30 dias, não existe tratamento específico e a prevenção é complicada. “Até o momento, não existe nenhuma vacina. Geralmente, a virose não é fatal, mas podem ocorrer complicações como meningite, encefalite, anemia hemolítica e, em casos mais graves, ruptura do baço”, afirma o infectologista.

O diagnóstico nem sempre é fácil porque outras viroses também apresentam quadro clínico semelhante. No momento da análise, o médico tem que se basear na história epidemiológica, quadro clínico e em exames complementares sugestivos. “Exames laboratoriais podem apresentar presença de linfócitos atípicos e orientar o médico”, explica.

Quanto a testes específicos para mononucleose, existem as pesquisas de anticorpos heterófilos (monoteste), que podem apresentar resultados falso-positivos e falso-negativos (na presença de outras patologias), e a sorologia para pesquisa de anticorpos IgG e IgM para Epstein-Barr. Este último apresenta maior sensibilidade e especificidade, podendo indicar a presença de doença ativa ou passada. “Atualmente, já está disponível a pesquisa do próprio vírus pela técnica de PCR em alguns materiais, como sangue e secreções respiratórias, o que possibilita um diagnóstico mais específico”, finaliza o infectologista.

Sobre o Laboratório Alvaro

Com 47 anos de atuação o Laboratório Alvaro é referência no segmento de exames laboratoriais na região Oeste do Paraná, garantindo ampla cobertura em Cascavel e Foz do Iguaçu, com 14 unidades de atendimento. O Alvaro também é referência nacional em apoio diagnóstico para cerca de cinco mil laboratórios em todo o país. Possui mais de 600 colaboradores e oferece mais de 1,7 mil tipos de exames de análises clínicas. Mais informações no site www.laboratorioalvaro.com.br .