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Painel molecular DST

Laboratório lança exame genético para diagnóstico simultâneo das seis principais Doenças Sexualmente Transmissíveis

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Um exame de DNA pode ajudar a diagnosticar simultaneamente seis das mais comuns Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) do mundo. Realizado pelo Laboratório Alvaro, o Painel Molecular para DSTs detecta as seguintes patologias: clamídia (Chlamydia trachomatis), gonorreia (Neisseria gonorrhoeae), tricomoníase (infecção vaginal causada pelo Trichomonas vaginalis), Mycoplasma hominis (causador de doenças inflamatórias pélvicas como uretrites, cistites e cervicites, e abscessos tubo-ovarianos), Mycoplasma genitalium (causador de uretrite nos homens e da vaginose bacteriana nas mulheres) e Ureaplasma urealyticum (bactéria que afeta cerca de 70% dos casais sexualmente ativos).

O exame genético tem como metodologia o PCR Multiplex por meio da aplicação de tecnologia DPO™ (Dual Priming Oligonucleotide), ou seja, a mais sensível existente. De acordo com Jaime Rocha, infectologista do Laboratório Alvaro, os exames convencionais para a detecção de agentes infecciosos causadores de DST tais como ELISA, Coloração de Giemsa e cultura costumam levar vários dias para a obtenção do resultado, além de terem baixa sensibilidade, com possível diagnóstico falso negativo. Já o Painel Molecular para DSTs tem um sistema preciso para interpretação dos resultados e fica pronto em cinco dias. A coleta pode ser feita através de raspado endocervical, uretral e urina.

Rocha lembra que só uma das seis doenças diagnosticadas pelo Painel Molecular para DSTs, a clamídia, acomete 90 milhões de pessoas por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde. “Isso acontece porque a infecção não apresenta sintomas em até 50% dos homens e em 70% das mulheres”, explica o infectologista.

A detecção da clamídia por meio de exame genético, de acordo com Rocha, é útil porque o agente infeccioso cresce exclusivamente dentro das células do portador. A sensibilidade dos testes de DNA é em torno de 20% maior do que a da cultura do material genital. “Os benefícios são a sensibilidade aumentada e a possibilidade de se utilizar urina para a detecção de DNA da clamídia, o que simplifica a coleta”, reforça o médico.